domingo, 21 de maio de 2017

Fora UJS! Derrubar a direção pelega para a UNE voltar a ser perigosa!

Fora UJS! Derrubar a direção pelega para a UNE voltar a ser perigosa!


A UNE caiu em ampla  desmoralização perante a juventude.  De uma organização de luta, inimiga da Ditadura Militar, se tornou uma instituição chapa branca dos governos e afastada da juventude. Hoje a UNE não organiza os estudantes.

Dezenas de milhões de jovens brasileiros, e apenas alguns desses estão nas universidades. Quando estão, em sua maioria tem de pagar mensalidades caras para estudar em faculdades pagou-passou. Dos 9 milhões de candidatos que fizeram o ENEM em 2016, pouco mais de 400 mil conseguiram uma vaga pelo ENEM; e entre esses, apenas uns 200 mil conseguiram vagas em universidades públicas. A direção atual largou os estudantes à própria sorte.

Para entender essa situação, é necessário ir ao passado e encontrar o nó que paralisa a organização: há mais de vinte anos, a União da Juventude Socialista controla a UNE. A UJS, o braço juvenil do PCdob; partido que faz alianças com o que há de mais podre na política brasileira, como os golpistas DEM e PSDB no Maranhão, e toda uma enorme lista. Sendo o setor juvenil deste partido, a UJS segue a política suja da conciliação classes, de não levar as lutas até o final. Isto pode ser exemplificado com posturas e atitudes da direção majoritária no último período, de forte mobilização de estudantes pelo Brasil: a UNE não impulsionou o movimento de ocupações de universidades pelo país, chamando à formação de um Comitê Unificado de universidades e escolas ocupadas. Pelo caminho contrário, a UNE, junto com a UBES, procurou desmobilizar os estudantes, "dialogar" com os governos, levando as lutas para dentro das instituições e traindo os ocupantes.

Como a UJS se perpetua no poder?


A UJS tem se mantido no poder através de métodos clientelistas, burocráticos e despolitizados. Conquistam seus delegados para o CONUNE como se ele fosse uma grande festa, e não um congresso para discussão política. Dentro do CONUNE, através dos mais variados artifícios, tentam impedir que seus delegados tenham contato com as ideias e propostas da Oposição de Esquerda. É através de métodos rasteiros como esse que a UJS e aliados se mantêm no poder.

Durante a preparação para a Greve Geral do 28A a direção da UNE esteve muito mais interessada em usar a entidade para promover o "Lula 2018" que organizar os estudantes efetivamente. As manifestações foram grandes e com ampla presença de juventude organizada, apesar da majoritária se negar a mobilizar os estudantes em conjunto com as centrais sindicais e os movimentos sociais, no que foi a maior Greve Geral da história do país.

Em 2016, durante as ocupações de universidades que ocorreram, a UNE foi rechaçada pelos estudantes, quando não expulsa! Diziam os ocupantes: "Tirem suas bandeiras e métodos burocráticos daqui. Não nos representam!" Os estudantes têm consciência que essa direção não os representa.

Resultado de imagem para alesp ocupadaDurante as ocupações que se alastraram por todas as partes do país, num sinal de clara disposição de luta da juventude, a UNE, junto com a UBES (também também sob controle da UJS) tentaram barrar as lutas. Durante a ocupação da ALESP em São Paulo, em 2016, quando a juventude se levantou contra o Ladrão da Merenda, a UNE e a UBES negociaram com os políticos para encontrar uma saída que não colocasse em xeque as instituições. Fizeram isso em nome de si mesmas. Isso ainda está fresco em nossas memórias. Não esquecemos!

Ao invéns de se colocar ao lados dos estudantes, mobilizando-os para as lutas, os organizando, a direção da UNE, ao contrário, aparece ao lado de inimigos do povo e da juventude; tirando fotos com José Serra, um vampiro que quer entregar nossos poços de petróleo ao imperialismo; Kátia Abreu, eleita Miss Motosserra pelo Greenpeace (provavelmente por gostar muito das árvores), entre outras figuras ilustres. 

Enquanto a majoritária da UNE tira selfes com estes tipos citados acima para postar nas redes sociais, cursos estão sendo fechados pelas universidades públicas Brasil a fora; estudantes estão abandonando seus cursos por falta de programas de auxílio para estudantes gestantes; estudantes pobres vão abandonando a faculdade pois lhes cortaram os auxílios de que necessitam; o Ciência Sem Fonteiras vai sendo abolido. Enquanto programas de extensão e a pesquisa científica nas universidades estão paralisados, ou sendo sumariamente neutralizados pela política dos governos que diz que é necessário cortar gastos; e diz isso enquanto os governantes vivem como reis e assaltam a população com uma Dívida Pública que não foi ela que fez.

Para que o Fora Temer seja para valer!


A UNE como está sendo dirigida hoje, se nega a lutar efetivamente contra o governo ilegítimo e de ataques de Michael Temer. Ao contrário, com discursos inflamados, a ação da majoritária pára aí, não mobilizando realmente: apenas esbravejam "Fora Temer" contra o governo nas passeatas e atividades para transparecer uma imagem de combatividade.

Para ser combativa a UNE deve participar de todas as manifestações do povo trabalhador, e, junto com os trabalhadores, organizar uma Greve Geral da Educação para derrubar as reformas e jogar uma pá de areia no governo moribundo de Temer e Congresso Nacional corruptos. Para cumprir essa tarefa é necessário uma ampla unidade, e ao mesmo tempo, firmeza nas lutas, sem acordos ou negociatas com os governos e os partidos da burguesia. A linha política da atual majoritária, de apontar "Lula 2018" como saída para os estudantes é um verdadeiro desastre; até lá Temer já terá arrancado o couro do povo trabalhador!

Sabemos que Lula e o PT não são alternativas para a juventude e os trabalhadores. Traíram o povo desde que chegaram ao poder, com a Reforma da Previdência de 2003, e seguiram sua política suja de conciliação de classes, que resultou no golpe palaciano de 2016.

Por esses motivos, para levarmos uma luta efetiva contra Temer, é preciso dar uma guinada à esquerda na linha política da UNE para o próximo período. É preciso torná-la independente dos patrões, de seus partidos e dos governos. Apesar da atual direção, a UNE pode reconquistar a confiança da juventude com uma postura realmente combativa, com ações consequentes. A UNE tem um papel fundamental que é o de organizar o movimento estudantil brasileiro, ligando-o às lutas direitas dos trabalhadores, lutando por nenhum direito a menos, apenas mais direitos; e por uma política que defenda uma grande transformação social, seguindo o espírito revolucionário da juventude. Lutar pela revolução e pelo socialismo!

Resultado de imagem para oposição de esquerda da uneA Juventude do MLPS, combatendo pelos direitos, conquistas e reivindicações da juventude, busca organizar a juventude nesse sentido, ligá-la aos movimentos grevistas, na base da aliança operária-juvenil, estando nas portas das fábricas explicando a situação política para os trabalhadores e que a única saída é os trabalhadores tomarem seu futuro em suas mãos. 

Entendemos a importância que a UNE pode ter para a construção de dignidade para o povo trabalhador, chamamos voto na Oposição de Esquerda da UNE, por vermos nesse agrupamento o pólo mais combativo dentro da entidade. A juventude é guerreira e altiva, precisa de uma UNE de esquerda, combativa, independente dos patrões e dos governos.

O MLPS é um coletivo nacional de jovens, operários, trabalhadores que lutam pelos interesses imediatos e históricos da classe trabalhadora. Lutamos em defesa de serviços públicos, gratuitos e de qualidade para todos, pelo fim do capitalismo e pela revolução socialista. Leiam nosso manifesto de fundação: https://movimentolutapelosocialismo.blogspot.com.br

Lutar por uma UNE combativa! Todo apoio à Oposição de Esquerda!
Vamos juntos retomar a UNE e nosso direito ao futuro!
Fora Temer e o Congresso! Eleições diretas e Gerais, já!
Lutar contra o capitalismo e pela Revolução!
Junte-se ao Movimento Luta Pelo Socialismo!


quinta-feira, 18 de maio de 2017

Declaração do M-LPS sobre a situação Política

DECLARAÇÃO




                                  TODOS À BRASÍLIA NENHUM DIREITO A MENOS!

FORA TEMER E O CONGRESSO!

DIRETAS JÁ E ELEIÇÕES GERAIS!


Companheiros/as,

Estamos assistindo no mundo a fúria de um sistema decadente e podre contra a classe operária, na busca de retirar direitos históricos para continuar aumentando a exploração e seus lucros. Por outro lado, em todo mundo, existe uma resistência fantástica dos trabalhadores e da juventude, que lutam com todas as armas na defesa das suas conquistas. A crise do capitalismo acelera e aprofunda a polarização política e social aumentando a tensão entre classes. Na América latina o processo tem sido muito duro, leia-se o que está acontecendo na Venezuela. Na França o mais alto Índice de abstenção e, apesar da vitória de Macron, houve um crescimento da candidatura de esquerda de Melanchón.
"Nem banqueiro, nem racista" diz o cartaz. Protesto no dia seguinte da eleição presidencial na França 27/4 (Foto: Thomas Samson / AFP)
Mas se fizermos uma reflexão vamos observar que o imperialismo americano, que havia sofrido uma “derrota” eleitoral em vários países da America do Sul no último período e que hoje, com o aprofundamento da desastrosa política de conciliação de classe, que desencadeou várias derrotas dos governos de frente popular, está com uma sanha feroz para organizar a retomada do comando político desses países. O Brasil é o exemplo mais dramático dessa política de conciliação de classe, organizado pelo PT e que culminou com a falência dos reformistas, em defenderem um governo de coalizão com setores da burguesia, levando à desmoralização e prisão dos seus principais dirigentes através da “operação lava jato”.


Em todo o mundo, os trabalhadores resistem, sob difíceis circunstâncias buscam uma saída independente dos governos e dos capitalistas, após a aplicação dos chamados “planos de ajustes”, na verdade, brutais ataques aos direitos e conquistas dos povos e trabalhadores. No Brasil depois do Impeachment de Dilma, o ilegítimo governo Temer assumiu com um único compromisso: fazer as reformas exigidas pelos capitalistas e realizar um ataque violento para retirar direitos históricos dos trabalhadores.

50 mil no Largo da Batata SP na noite da Greve Geral 28A
A greve geral de 28A foi uma greve de massas, paralisando 40 milhões de trabalhadores e considerada a maior greve geral ocorrida no Brasil, provocando uma reviravolta na situação política. A greve tirou sua força na espontaneidade das massas, cuja intervenção nos acontecimentos retirou a iniciativa política até então nas mãos da burguesia para a ação direta do povo trabalhador. 
O depoimento de Lula na Lava Jato em Curitiba, no dia 10 de maio, acabou como um desdobramento da greve geral gerando uma massiva manifestação popular. Lula, até então mantendo uma atitude focada na sua campanha para 2018 e sendo discreto em relação às manifestações, acaba no epicentro do furacão contra o governo Temer, carregando atrás de si a direção reformista do PT. Uma das lições a extrair é a de que as massas quando entram em ação, buscam apoio imediato no primeiro degrau que elas podem alcançar, porque é o que elas reconhecem como liderança pela experiencia passada. Elas se voltam para as direções tradicionais iludidas com o programa reformista. E será somente pela própria experiencia e no combate na luta de classes que compreenderão a inutilidade do reformismo, abrindo condições favoráveis para a intervenção dos marxistas revolucionários.

STF afasta senador Aécio *O Globo
O impacto dessa onda contra o combalido e corrupto governo Temer e seu programa de maldades contra os trabalhadores liberou forças centrífugas dentro da burguesia e de seus representantes no Congresso Nacional. Rejeitado por 96% da população e com a iniciativa política nas mãos da classe trabalhadora e de suas organizações, o governo Temer está com os dias contados.

É nesse contexto que as Organizações Globo, que até então vinha blindando e apoiando o governo Temer, mas que tem na JBS uma das suas maiores contas publicitárias, para salvar a si mesma da falência e retomar a iniciativa política da burguesia perante o movimento de massas, opera uma manobra para poder prosseguir com o ajuste proposto pelo governo ilegítimo. Assim transforma o governo Temer em cachorro morto divulgando o vazamento das delações dos donos da JBS que gravaram tudo, desde o Temer concordando com a mesada para o Eduardo Cunha ficar calado na prisão como também um Aécio mafioso pedindo propina e falando em matar seus próprios parceiros que sabem demais.

Temer após Coletiva em 18/5 *IG Ultimo Segundo
Ao explodir a bomba atômica, cai não só o governo Temer e seus pacotes de maldades, se pode levar junto toda a “República dos Canalhas:” o judiciário seletivo e reacionário, a Lava Jato e o juiz Sergio Moro que impediu Cunha de delatar o Temer, o Congresso dos 400 ladrões e a própria mídia golpista, especialmente a Globo, que acabou por dar também um tiro no próprio pé.

Imediatamente ao anúncio pela internet, se realizaram protestos de milhares em São Paulo e Rio de Janeiro para exigir a saída imediata de Temer e Eleições Diretas Já. A luta política foi colocada em um patamar mais elevado por todo o Brasil aonde a tendência é a pressão popular e as manifestações de rua não cederem até que se convoque novas eleições. A classe trabalhadora sai da defensiva e começa a se movimentar pela disputa do poder político através da campanha pelas Eleições Diretas Já.
A burguesia começa a manobrar para salvar a equipe econômica do Henrique Meirelles e os planos sinistros de reformas da Previdência e Trabalhista. Vão tentar uma saída via eleição indireta por um Congresso de 400 ladrões, o que só vai gerar um governo ainda mais ilegítimo que o de Temer e sem condições políticas de governar.

O Movimento Luta pelo Socialismo (M-LPS) repudia as manobras para um novo golpe contra os trabalhadores e se junta à Frente Única da classe trabalhadora, isto é, a unidade dos trabalhadores e de suas organizações, dialogando com as massas e as lideranças dos movimentos no sentido de ir até o fim para conquistas eleições livres, gerais e diretas já. Não temos ilusão no jogo viciado que é o processo eleitoral burguês, por isso chamamos a necessidade de representatividade efetiva. Eleições com as atuais regras antidemocráticas impedem os trabalhadores de elegerem seus representantes.
É no desenvolvimento desta situação que podemos impulsionar a constituição de comitês de luta nos bairros, locais de trabalho, de estudo, nas fábricas. A auto-organização independente do povo trabalhador abre a perspectiva para superar o sistema capitalista e socializar os grandes meios de produção.

O M-LPS, mantendo sua independência política, combate ombro a ombro com as organizações dos trabalhadores na linha da unidade do “front” proletário, mas propondo avançar até abolir essa ordem existente apodrecida da República que acabou de desmoronar. Para evitar todas as manobras da burguesia e de seus representantes parlamentares, defendemos uma Assembleia Constituinte Soberana, eleita sob a base de “um homem, uma mulher um voto”, a proporcionalidade simples que dará maioria à classe trabalhadora, que poderá então definir a forma e conteúdo da democracia e das novas instituições a serem criadas. Esse é o único caminho para expulsar a burguesia, podre, corrupta e vagabunda do poder político.


ELEIÇÕES DIRETAS E GERAIS JÁ!

ASSEMBLEIA CONSTITUINTE SOBERANA! UM HOMEM, UMA MULHER, UM VOTO!

POR UM GOVERNO DOS TRABALHADORES!

PELO SOCIALISMO!


Juntem-se a nós neste combate!

São Paulo, 18 de maio de 2017

Coordenação Nacional do Movimento Luta Pelo Socialismo (M-LPS)














sábado, 13 de maio de 2017

Nasce o Movimento Luta Pelo Socialismo!


Nasce o Movimento Luta Pelo Socialismo!


Por Coordenação Nacional do M-LPS


Plenária e a Mesa de Abertura  
No 1º de Maio de 2017, dezenas de militantes reunidos no Sindicato dos Vidreiros de São Paulo participaram da Plenária Nacional organizada pelos companheiros e companheiras da Fração Democracia Operária que foi constituída por ex-militantes e simpatizantes da organização Esquerda Marxista. No último mês de março houve uma ruptura com aquela organização. 
Após um café da manhã, conversas e confraternização, a abertura da plenária ficou por conta dos músicos Guilherme Vazquez e Gustavo Bali, militantes ativos do movimento de cultura na cidade de São Paulo e Guarulhos.


Pedro Serrano MES-PSOL e Cris Borges
A seguir a companheira Cris Borges do PSOL Itatiba-SP iniciou os trabalhos. A mesa de abertura foi composta pela Cris (secretária da mesa), Miranda (Coordenação da Fração), Pedro Serrano da Coordenação Nacional do MES (Movimento de Esquerda Socialista) - PSOL e Silvia Ferrara Executiva Nacional do MAIS (Movimento Alternativo Independente e Socialista), também compôs a mesa (virtualmente) o camarada Humberto Belvedere (Bel) veterano militante revolucionário desde a década de 1960. 


Pedro Serrano MES PSOL


O companheiro Pedro foi o primeiro a tomar a palavra: "Saúdo essa plenária e o nascimento desta nova organização em um momento tão importante. Vocês tem uma importante contribuição com a experiência sindical e de construção na classe operária para o PSOL. Estamos diante de uma grande oportunidade de construir uma alternativa à esquerda na situação. O dia 28 mostrou toda essa possibilidade... Bem vindos ao PSOL, deixo a saudação a nova organização do MES-PSOL."


Silvia Ferraro MAIS


Logos depois a companheira Silvia explicou quem era "...O MAIS é uma 
organização nova, nascida de uma cisão com o PSTU... A vida é feita de encontros e desencontros... Apesar de sermos organizações novas, como sempre diz Valério Arcary: nós viemos de longe.. Quando Lênin chegou na Russia em abril de 1917 e todos comemoravam a derrubada do Csar, ele disse que a tarefa agora era lutar por Paz, Pão e Terra que o governo Provisório não trouxe. A grande tarefa é forjar outro projeto que enfrente o capital e o imperialismo"



Miranda 
Miranda ressaltou "O momento histórico que estamos vivendo no Brasil e no mundo, um momento de polarização social e que exigirá desta geração a superação das ilusões no reformismo na linha da Frente Única se mantendo fiel a independência de classe e na luta pelo Socialismo. A organização que vamos constituir hoje, mesmo com forças limitas, devemos auxiliar no combate pela construção de um partido de classe de massas, operário e socialista. A Greve Geral do dia 28 abriu um novo cenário da luta de classes, o proletariado novamente confia em suas próprias forças depois de anos das direções tradicionais impor a colaboração de classes"



Humberto Belvedere


Via internet também recebemos uma saudação do camarada Bel,  "Saúdo a presença dos representantes do MAIS, MES e estou muto feliz com a audiência e presença nesta plenária. Num momento de acirramento da luta de classes se abre uma grande oportunidade para a construção de uma organização revolucionária com os métodos, táticas e estratégia corretas."



Leitura do Manifesto
No período da tarde foi debatido o Manifesto de constituição da nova organização e uma Resolução Organizativa. Foram feitas 20 inscrições durante o debate e ao final foi aprovado o Manifesto Por Movimento Luta Pelo Socialismo, eleita uma Coordenação Nacional e por unanimidade aprovado o nome: 
MOVIMENTO LUTA PELO SOCIALISMO. 


Aprovação do Manifesto e adoção do nome Movimento Luta Pelo Socialismo

"Lançamos este manifesto nesta plenária, em 1º de maio de 2017, como a pedra fundamental de um edifício que será erguido por muitas mãos colaborando juntas na enorme tarefa de ajudar na construção de partido revolucionário com programa marxista e o método do materialismo dialético. E que só pode se completar na luta pela construção de uma Internacional revolucionária e de massas." (Manifesto Por um Movimento Luta Pelo Socialismo 1º de Maio 2017) leia o manifesto : 



Num clima de emoção e alegria, no encerramento todos acompanharam os Guilherme Vazquez e Gustavo Bali cantando a Internacional.

Unidade para derrotar as Reformas da Previdência, Trabalhista e a Lei da Terceirização!

Fora Temer e o Congresso! Nenhum Direito a Menos!

Longa vida ao MOVIMENTO LUTA PELO SOCIALISMO!


 São Paulo, 1º de Maio de 2017

Manifesto Por um Movimento na Luta Pelo Socialismo

Manifesto Por um Movimento na Luta Pelo Socialismo  

Por Coordenação Nacional do M-LPS

"O mar da história é agitado.  
As ameaças e as guerras  havemos de atravessá-las,  
rompê-las ao meio, 
cortando-as  como uma quilha corta as ondas.” 
Maiakówiski 


Apresentação 

No próximo período o movimento de massas passará por importantes momentos. As organizações políticas serão colocadas à prova. Viveremos momentos ricos onde os marxistas revolucionários, na linha da Frente Única, intervindo no movimento de massas, ajudem este movimento a avançar em sua independência política frente ao capitalismo e seu Estado, superando suas ilusões no reformismo. É o grande desafio do próximo período.

Durante meses travamos uma dura batalha por nossas posições políticas no interior da organização Esquerda Marxista. Mas a sua continuidade se tornou impossível, pois a compreensão totalitária da maioria da direção da EM de democracia operária impediu a continuidade do debate. 


De nossa parte não caracterizamos esta organização como hostil ou inimiga, em seu interior estão valorosos e aguerridos militantes que têm todo nosso respeito.   



Somos veteranos e jovens militantes revolucionários, que participam e intervém no PSOL, mulheres e homens, combatentes na classe operária, no serviço público, no movimento estudantil, sindical e popular que se mantém fiéis a luta pelo socialismo e pela revolução. A situação política exige ousadia e ao mesmo tempo intervenção em direção as massas em movimento, na juventude e na poderosa classe operária brasileira. Continuamos a intervir na CUT defendendo a unidade dos trabalhadores, a independência dos sindicatos frente aos patrões, governos e do estado burguês. 

Um mundo em convulsão 

Este ano completam exatos cem anos da primeira greve geral brasileira. Também se completam cem anos da primeira revolução vitoriosa que levou a classe trabalhadora ao poder, a Revolução Russa. Essas datas são importantes porque marcam dois saltos de qualidade na consciência da classe trabalhadora, em um importante movimento por sua emancipação da exploração do sistema capitalista. Passados cem anos, o sistema capitalista enfrenta uma nova crise, de longa duração e de proporções mundiais. Sempre que suas crises cíclicas ocorrem, a burguesia se salva destruindo fábricas, empregos, direitos conquistados arduamente pela classe trabalhadora. 

Só no Brasil o desemprego supera a casa dos 20 milhões e no mundo supera os 200 milhões, em dados conservadores da OIT. Ainda que as estimativas oficiais devam ser mais baixas que o número real, elas não podem ocultar que o número vem crescendo. A mesma OIT alerta que além do desemprego, cerca de 42% dos trabalhadores ocupados preenchem postos com alta taxa de vulnerabilidade, baixos salários e nenhum direito. E nos países subdesenvolvidos o número é ainda maior, com quase um em cada dois trabalhadores vivendo situação de vulnerabilidade. Em um terço desses países, o emprego informal afeta mais de 65% dos trabalhadores. 

Junto ao desemprego crônico, a desregulamentação do trabalho e da circulação dos capitais e a flexibilização das leis tributárias, criam uma polarização crescente, onde um número cada vez menor de pessoas concentra um número cada vez maior de riquezas. Enquanto a classe trabalhadora sofre com o desemprego, em janeiro de 2016, relatório da ONG Oxfam afirmava que “as 62 pessoas mais ricas têm tanto dinheiro e bens quanto metade da população global.'. Já em janeiro de 2017, relatório da mesma ONG indicava que apenas oito pessoas concentravam a mesma riqueza que 3,6 bilhões de habitantes do mundo, ou seja, o equivalente de 2017 aos mesmos 50% do ano anterior. 


Observamos no mundo um crescimento da polarização entre esquerda e direita, onde mesmo os cenários eleitorais, estão sendo protagonizados por representantes mais decididos e radicais de cada polo. Os limites das políticas reformistas impuseram aos partidos tradicionais reconhecidos pela classe trabalhadora a aplicação de políticas econômicas similares às dos partidos burgueses. Esta situação leva ao aumento do número de abstenções e também à batalha pela construção de outros partidos e lideranças. 
Nesse processo de tomada de consciência, combatemos no caminho onde proletariado deixa de ser 'classe em si' para tornar-se uma “classe para si” e tomar em suas mãos seu próprio destino, faz-se necessária a construção de uma ferramenta para travar essa luta política pela revolução social: o partido revolucionário de massas e enraizado na classe operária. 

Como internacionalistas saudamos e nos solidarizamos com as heroicas lutas da juventude e da trabalhadora em todo mundo. E pela proximidade e importância saudamos e apoiamos a heroica resistência do povo venezuelano contra a reação da direita nacional aliada ao imperialismo e julgamos um erro do governo Maduro ele se recusar a chamar os trabalhadores, camponeses e povos indígenas a tomarem o poder. 

A luta pela independência e auto-organização dos trabalhadores 

É com este objetivo que lançamos este manifesto, convocando cada ativista e militante que deseja romper com o sistema capitalista e seu rastro de barbárie para integrar esse movimento para juntos construirmos uma nova organização revolucionária. 


Os marxistas não se deixam impressionar pelo caos aparente em que a crise capitalista lança a humanidade. Sabemos que mesmo em tempos de aparente paz social o povo trabalhador sofre com a exploração nas fábricas, as dificuldades de deslocamento nas grandes cidades, a dificuldade de manutenção do padrão de vida, com os salários corroídos pela inflação, entre outros problemas, que mesmo em tempos de capitalismo próspero permanecem. 


Os marxistas não se deixam levar pelas aparências, porque observam a classe operária e têm extrema confiança na sua capacidade de despertar e criar os meios de superação desse estado de coisas. Sabemos que os movimentos espontâneos das massas têm certos limites e tende, via de regra, a se acomodar em espaços que não desafiem a política institucional. Afinal, são anos de consciência colonizada pela ideologia dominante que também atinge os partidos e organizações que se reivindicam do marxismo que através das politicas reformistas alimentam ilusões nas instituições podres. Mas sabemos que através de um partido revolucionário, que nas lutas ajude a classe operária a desenvolver sua auto-organização independente, a partir das reivindicações concretas e mais sentidas nos locais de trabalho e de estudo, os trabalhadores e a juventude se lançarão com maior vigor e com um justo programa no movimento para romper com tudo que está aí obstruindo a sua plena realização como seres humanos. Combatendo ombro a ombro na luta pelas mais simples reivindicações, procuramos elevar sempre o nível de consciência.

Defendendo um conjunto de reivindicações transitórias que, incorporando todas as reivindicações econômicas e democráticas mais sentidas pela classe trabalhadora abrem o caminho para que a classe pela sua própria experiência sinta a necessidade que para ela viver o capitalismo tem que morrer. As reivindicações transitórias preparam a classe para a luta política pelo poder e abolir a ordem existente. A ascenso da Luta de Classes no Brasil O dia 15 de março, que ficou conhecido como 15M, uma virada política aconteceu. A classe trabalhadora começou a despertar contra a ameaça macabra do repudiado Temer e seu Congresso de 400 picaretas de destruir todos os direitos do povo para engordar o lucro do capital especulativo.  Ao tentar implantar esses planos a quadrilha que tomou de assalto o poder vai fazer terra arrasada na economia brasileira levando o Brasil para o abismo da miséria, desemprego e decomposição social. O dia 28 de abril deverá ser a abertura de um novo capítulo na luta de classes no Brasil. 

Os trabalhadores, depois de conviver com a política de colaboração de classes, estão novamente confiando em suas próprias forças. Podem desencadear uma avalanche, abrindo as condições favoráveis para derrubar os planos de jogar o ônus da crise nas costas dos trabalhadores e impor um xeque-mate no governo ilegítimo e corrupto de Temer. A Greve Geral do 28 de abril de 2017, segundo as centrais sindicais e vários analistas paralisou mais de 40 milhões de trabalhadores, houve paralisações e protestos em mais de 300 cidades, já é a maior Greve Geral da história. Este dia abriu um novo capítulo da luta de classes no Brasil. Se impõe agora marcar uma nova Greve Geral, ocupando Brasília, até derrotar as contrarreformas e dar um xeque mate no ilegítimo governo Temer e no Congresso de corruptos. 

Um movimento, uma organização 

Em nosso movimento cada integrante tem a possibilidade de se expressar e contribuir, através do livre debate, na elaboração coletiva da linha política. Nos organizaremos a partir de núcleos que discutirão, estudarão e planejarão a intervenção de cada militante para intervir nas lutas concretas do seu local de trabalho, estudo e moradia. 
Intervimos na classe operária e na juventude, mas sabemos que a emancipação dos trabalhadores só poderá ser obra dos próprios trabalhadores. Nesse sentido, combateremos com todos os trabalhadores e a juventude pela defesa da independência dos sindicatos frente aos patrões, aos governos e sem a tutela do Estado burguês. 

Os desafios são imensos em dimensão e duração. Reconhecemos a importância da juventude, que com sua combatividade e moral elevado, provocou a virada da situação política nacional, a partir das jornadas de junho de 2013. Por isso nos dirigimos a todos os jovens, para estabelecermos um combate por acesso à educação universal, gratuita e de qualidade para todos, inclusive universitária. Conjuntamente, lutamos pelo acesso universal e gratuito à saúde, transporte, cultura e lazer. Como movimento para a construção de um partido revolucionário, sabemos que devemos nos dirigir às novas gerações. Pela troca saudável dos acúmulos e experiências das gerações, construiremos um movimento forte e combativo. 

Lançamos este Manifesto nesta plenária, em 1º de maio de 2017, como a pedra fundamental de um edifício que será erguido por muitas mãos colaborando juntas na enorme tarefa de ajudar na construção de partido revolucionário com programa marxista e o método do materialismo dialético. E que só pode ser completar na luta pela construção de uma Internacional revolucionária e de massas. Constituímos com este manifesto do Movimento Luta Pelo Socialismo, um movimento pela construção de um partido revolucionário. 
Contamos com a contribuição de todos e todas na direção de construir essa ferramenta, através do estudo, da elaboração política, da contribuição efetiva na luta da classes com uma política consequente que impulsione cada movimento adiante e pela conquista dos ativistas e militantes.  
Combatendo cotidianamente, construindo núcleos de nosso movimento em todos os cantos deste país, pelas reivindicações, pelo fim do regime da propriedade privadas sobre os grandes meios de produção e na luta pela revolução socialista. 

Juntem-se a nós! 

São Paulo 1° de Maio 2017